A síndrome da bolinha de neve

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Na minha mesa de cabeceira há um daqueles souvenir de viagem: um globo de neve vermelho com azul escrito London. De vez em quando eu passo por ele e dou uma chacoalhada. Só para ver as bolinhas entrarem em caos. Percebi que eu também sofro da Síndrome da Bolinha de Neve. Assim como o globo de neve, eu também preciso dar uma sacudida de vez em quando. Me reciclar. Entrar em caos mental.

Foi isso que me fez sair de casa, mudar de cidade, pedir demissão sem ter outro emprego em vista. Ora, começar do zero não me assusta. O que me assusta é parar. Estagnar. É isso que nos faz perder o brilho nos olhos, e não conseguir encontrar magia nas coisas. Seja em um lugar, uma profissão, em uma pessoa ou num souvenir de viagem. Talvez essa seja a tal felicidade.

Mas com o tempo, percebi que o globo de neve não vai balançar sozinho. Então, você tem duas saídas: ou ficar reclamando. Ou sair da zona de conforto e encarar as mudanças.

A Síndrome da Bolinha de Neve (SBN) não é uma doença rara. Você pode adquirir no auge dos seus vinte e poucos anos ou descobrir com quarenta. Ela não é contagiosa. Mas provoca inquietação constante e não garante refresco imediato. E claro, não há cura.

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